Psicologia

7 sinais de que seu amor pode ter se tornado uma doença

Há quem diga que o amor é o céu e o inferno na mesma estrada, talvez seja uma constatação verdadeira, afinal se pensarmos um pouco na história da humanidade, percebemos que muita destruição e tragédia ocorreram justamente por causa desse sentimento tão intenso.

Mas, vamos direto ao assunto e mostrar o que é esse amor doente e quais são os seus sinais.

O texto que você lerá abaixo é parte de um artigo de autoria da psicóloga clínica Maris V. Botari, nele, ela aponta alguns sinais preocupantes sobre seu comportamento diante do amor que você poderá identificar em si mesmo.

É necessário esclarecer, primeiramente o que se entende por amor doente (ou neurótico). Para Fromm (1973) O amor neurótico é caracterizado pelas “falsas concepções do amor” que levam os indivíduos a desenvolver comportamentos compulsivos e pensamentos obsessivos, bem como relações de dependência.

Este amor neurótico começa quando um indivíduo coloca “a vida nas mãos de alguém”, passando a se comportar em função do outro. Isto pode levar a um comprometimento da própria vida social, uma vez que em muitos casos, o indivíduo que “ama demais” tende a colocar a relação afetiva no centro de sua existência, como se nada mais existisse – lovecentrismo.

Para evitar esta armadilha é importante lembrar sempre que um relacionamento envolve mais de um indivíduo, com semelhanças e diferenças que devem ser respeitadas, portanto não é adequado deixar de viver de acordo com seus princípios para abraçar os princípios alheios. Isto não é amor, é dependência!

Esta dependência tem como desdobramentos: a ansiedade, o pensamento obsessivo e o ciúme patológico, que pode ser definido como manifestações desmedidas de controle sobre o outro.

É caracterizada por alguns pensamentos distorcidos e comportamentos obsessivos característicos:

Pensamentos:

  1. De controle ” Onde ele (ela) estará?”
  2. Leitura Mental: “Será que está pensando em mim”?;
  3. Insegurança: “Será que ele (ela) me ama de verdade?”;
  4. Onipotência: ” Tenho que fazer tudo o que posso para agradar”;
  5. Leitura mental: “ele (ela) deve estar sentindo minha falta”; “não ligou porque eu fiz algo errado”
  6. Catastrófico: ” eu morreria sem ele (ela)”;
  7. Generalização: “ele (ela) é tudo pra mim”, nunca mais vou amar ninguém assim”, “sem ele (ela) nada mais tem sentido”.
    etc.

Comportamentos:

  1. Vigiar o parceiro, aberta ou secretamente; seja fisicamente ou por meio das redes sociais;
  2. Exigir que o parceiro mantenha contato, mesmo quando isto é impossível;
  3. Mandar muitas mensagens via celular, mesmo sabendo que o outro não quer, ou não pode responder;
  4. Perder a capacidade de tomar iniciativas, delegando ao outro a tomada de decisões sobre sua própria vida;
  5. Mesmo quando a capacidade de tomada de decisões está preservada, estas são tomadas visando a proximidade e/ou o bem estar do outro;
  6. Abrir mão de seus interesses particulares para “viver somente para o outro”;
  7. Distorcer o que o parceiro (a parceira) fala e faz;

Se você, ou alguém que você conhece vive este tipo de relação, é o momento de buscar ajuda psicológica, para aprender a amar com mais segurança, em busca de uma relação mais saudável, que possa ser vivenciada com mais alegria e segurança.

Referências

FROMM, Erich. A arte de amar. São Paulo. Martins Fontes. 1971

Fonte:

Vida em Equilíbrio

Para viver bem, é necessário ter a saúde corporal e mental em equilíbrio. Nossa intenção é proporcionar todo o conteúdo que irá lhe ajudar a ter uma vida mais saudável.

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